julho 31, 2020

Seu filho come bem?

Uma pesquisa realizada em Julho pela área de Inteligência de Mercado do Grupo Abril, através de um questionário via internet aponta os desafios de mães e pais brasileiros diante das dificuldades alimentares na infância, situação que pode prejudicar o bem-estar da criança a curto, médio e longo prazo.

 

Quase nove em cada dez entrevistados relatam entraves para fazer a garotada ter uma dieta variada e balanceada e consumir uma quantidade suficiente de frutas e hortaliças.
São situações capazes de repercutir, tanto a curto quanto a longo prazo no desenvolvimento físico, psicológico e social dos pequenos.

 

 

Através deste questionário respondido pela internet, eles indicaram que, além da rejeição a conhecer e saborear novos alimentos (61% dos casos), atitudes como desinteresse pelo prato ou brincadeiras e distrações no momento da refeição fazem parte de cerca de 40% dos lares dessas crianças que apresentam dificuldades à mesa. 

 

Segundo especialistas, é natural uma recusa inicial em aceitar novos alimentos até que a criança se acostume com eles ou amadureça. O que chama a atenção na pesquisa é que essa dificuldade chega a 66% entre crianças de 6 a 10 anos de idade, e quando isso se intensifica e se torna crônico, pode comprometer o desenvolvimento infantil e toda a dinâmica familiar.

 

O estudo da Abril confirma que, na ânsia de fazer a criança comer bem, muitos pais se rendem à barganha e oferecem compensações nem sempre saudáveis.

 

Eventuais prejuízos físicos e cognitivos ocasionados por déficits nutricionais preocupam boa parte da amostra. E ainda, em tempos de pandemia, 86% relatam medo de que a dieta inadequada prejudique a imunidade.

A atenção do médico, aliás, é fundamental na identificação das dificuldades alimentares e no planejamento de estratégias para minimizar a relutância das crianças e ajudá-las a comer melhor. A questão é que, durante sua formação, nem sempre o pediatra recebeu treinamento para diagnosticar e tratar esse tipo de problema.
A pesquisa mostrou que em 90% dos casos partiu dos pais a iniciativa de levantar o assunto durante a consulta com o médio da criança.

 

Na busca por maneiras de contornar os desafios, muitos recorrem a pesquisas na internet. Redes sociais compõem mais de 30% das fontes de informação e algumas mães seguem recomendações de influenciadores digitais, nem todos com formação específica na área e condições de auxiliar. Vale ressaltar que, dependendo da complexidade do problema, os trabalhos dos profissionais precisam ser complementares, onde o pediatra deve auxiliar, assim como também o nutricionista e o fonoaudiólogo. 

O plano de superação exige olhar atento, conscientização e engajamento tanto do entorno familiar quanto dos profissionais de saúde.
Separamos algumas dicas para ajudar nesse processo de superação. Fique atendo!

  • Servir as refeições em ambientes tranquilos e livres de distrações como TV, tablets e brinquedos
  • Oferecer outras vezes o que a criança se negou a comer. A rejeição tende a ser passageira e pontual
  • Ao apresentar novamente um item recusado, misturar a um ingrediente que a criança aceita bem: se gosta de ovo, a couve-flor vai na omelete, por exemplo
  • Incluir o filho em alguma etapa do preparo, seja na escolha na feira, seja na hora de montar uma salada
  • Modificar o tipo de preparo, variar temperos e também a forma de servir: numa colher, no copinho, no palitinho
  • Planejar o cardápio com itens que a criança come na boa, introduzindo variações aos poucos, para aplacar a ansiedade

 

 

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